Mundo Higeia

Bem Vindo a este Mundo!
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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Você é rico como este homem?

imagem copiada net

“Tenho a intenção de processar a revista "Fortune", porque fui vítima de uma omissão inexplicável.
 Ela publicou uma lista dos homens mais ricos do mundo, e nesta lista eu não apareço.
 Aparecem: o sultão de Brunei, os herdeiros de Sam Walton e Mori Takichiro. Incluem personalidades como a rainha Elizabeth da Inglaterra, Niarkos Stavros, e os mexicanos Carlos Slim e Emilio Azcarraga.
Mas eu não sou mencionado na revista.
E eu sou um homem rico, imensamente rico.

Como não, vou mostrar a vocês:

Eu tenho vida, que eu recebi não sei porque, e saúde, que conservo  não sei como.

Eu tenho uma família, esposa adorável, que ao me entregar sua vida me deu o melhor para a minha; meus filhos maravilhosos dos quais só recebi felicidades, netos com os quais pratico uma nova e boa paternidade.

Eu tenho irmãos que são como meus amigos, e amigos que são como meus irmãos.
Tenho pessoas que sinceramente me amam, apesar dos meus defeitos, e a quem amo apesar dos meus defeitos.
Tenho quatro leitores a cada dia para agradecer-lhes porque eles leem o que eu mal escrevo.

Eu tenho uma casa, e nela muitos livros (minha esposa iria dizer que tenho muitos livros e entre eles uma casa).

Eu tenho um pouco do mundo na forma de um jardim, que todo ano me dá maçãs que iria reduzir ainda mais a presença de Adão e Eva no Paraíso.

Eu tenho um cachorro que não vai dormir até que eu chegue, e que me recebe como se eu fosse o dono dos céus e da terra.

Eu tenho olhos que veem e ouvidos para ouvir, pés para andar e mãos que acariciam; cérebro que pensa coisas que já ocorreram a outros, mas que para mim não haviam ocorrido nunca.

Eu sou a herança comum dos homens: alegrias para apreciá-las e compaixão para irmanar-me aos irmãos que estão sofrendo.
E eu tenho fé em Deus que vale para mim amor infinito.
Pode haver riquezas maiores do que a minha?
Por que, então, a revista "Fortune" não me colocou na lista dos homens mais ricos do planeta?"

E você, como se considera? Rico ou pobre?
Há pessoas pobres, mas tão pobres, que é a única coisa que possuem é... DINHEIRO.

Fonte: Armando Fuentes Aguirre (Catón)

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O homem que plantava arvóres

Nesta quinta – feira (feriado municipal em Vila Franca de Xira – quinta-feira de espiga), trago-vos uma história.
Uma animação vendedora de Óscar, onde a moral da história é “a importância do trabalho árduo e a paciência”.

Conta a história de um homem bom, simples, um pastor, que em sintonia com a Natureza faz crescer uma floresta onde antes era uma região árida e inóspita.
As sementes por ele plantadas representam a Esperança, de que é sempre possível deixar pra trás um mundo mais belo e melhor

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Um alemão na defesa da saúde e da democracia

Dr. Rath
Este homem, o Dr. Rath, é um defensor dos direitos dos pacientes e do livre acesso à saúde através do mundo natural.
Luta para que não seja aceite a proibição global das terapias naturais da saúde, em nome da indústria farmacêutica, o chamado “códex alimentarius” (food Standard).
Devido à sua coragem contra os interesses farmacêuticos e seus esforços em prol do povo do mundo, recebeu o prestigioso 2001 “Baluarte da Liberdade Award” da Associação Medica Preventiva Americana.

Mas, quem é o Dr. Matthias Rath?
Nasceu na Alemanha em 1955, formou-se na escola de medicina, trabalhou como medico e pesquisador na Clinica universitária de Hamburgo.
Como pesquisador estudou as causas da arteriosclerose e doença cardiovascular.
Mais tarde vai para os EUA, junta-se ao premio Nobel Linus Pauling, e torna-se o diretor de pesquiza Cardiovascular do Instituto Linus Pauling na Califórnia.

Hoje, lidera o Instituto de pesquiza e desenvolvimento em Medicina Nutricional e Celular.
Escreveu vários livros de divulgação científica, um deles com um nome bem expressivo “porque os animais não têm ataques cardíacos?” e “Cancro”.
Fundou uma associação “Dr. Rath Health Foundation”, uma organização sem fins lucrativos, com foco na pesquiza e educação em saúde Natural em todo o Mundo, mas também com atividades na justiça social e na preservação da paz.
Dr. Rath diz seguir o espirito de alguns nobéis da paz como Albert Schweitzer, Martin Luther King e Nelson Mandela.
 Por tudo isto, vale a pena ouvir o que ele tem a dizer sobre a União Europeia…

terça-feira, 10 de abril de 2012

O médico que receitava placebos

Era uma vez um homem chamado Isaac Jennings.
Vivia em Connecticut, nos EUA e era médico.
Passou os primeiros 20 anos da sua carreira utilizando os tratamentos médicos normais dentro das normas da medicina da altura.
Mas, com muita dor observava que os seus pacientes pioravam com os medicamentos por ele administrados, ou se tornavam doentes crónicos ou morriam, assim foi perdendo a confiança.

Dr. Jennings observou que os seus colegas médicos ao envelhecer receitavam menos fármacos.
E fez o mesmo, reduziu a prescrição, até que em 1822 a interrompeu totalmente.

O que fez ele, então?
Quando os doentes iam à consulta dele, eram medicados com comprimidos de varias cores, feitos de pão, pintados e aromatizados com extratos vegetais, junto com instruções do estilo de vida.
Com a idade de 34 anos, este médico decidiu dar a seus doentes placebos (comprimido falso, sem propriedades farmacológicas), com horas específicas para os tomar, junto com uma dieta restritiva, descanso, etc. teriam de cumprir as indicações pois caso contrário os medicamentos não fariam efeito. Passados alguns dias os doentes voltavam para serem avaliados, podendo continuar com a prescrição ou não.

O que aconteceu?
Os doentes começaram a melhorar, de tal forma que vinham doentes de todos os lados para serem consultados por ele.
O êxito que conseguiu atravez da sua medicina de “não medicar “o surpreendia a cada dia.
Decidiu não revelar os seus segredos e começou por pesquisar, o que levaria realmente os doentes a melhorarem.
Chamou aos seus tratamentos o método “de não fazer nada”, mas confessava publicamente que a causa estava nas suas pilulas, de tal forma que foram consideradas como pastilhas magicas, de poderes curativos.
Baseando-se na sua observação e experiencia, elaborou um conjunto de regras, que denominou de “ortopatia”, ou seja uma inclinação correta de viver a vida.

Depois de 15 anos de prática deste “tratamento” revelou seu segredo (nem quero pensar nas consequências, se fosse nos dias de hoje), e revelou-se um defensor da capacidade autocurativa do corpo sob condições de vida que favoreçam a saúde.
Exerceu por mais 20 anos, com a medicina da não medicamentação.

Recomendava como curas o descanso, o jejum, a dieta, o ar puro, e alguns outros atos naturais, por isso é considerado o pai do Higienismo, ou Higiene Natural.
Depois dele, outros surgiram…

sexta-feira, 23 de março de 2012

A importância dos “Castelos” de areia

imagem retirada net
Algumas crianças brincam junto ao rio.
 Fazem castelos de areia e cada criança defende o seu dizendo que é seu.
Mantêm os castelos bem separados e não admitem enganos sobre os seus donos.

Quando todos os castelos estão acabados, uma criança dá um pontapé no castelo do vizinho e destrói-o completamente. O dono do castelo fica furioso, puxa-lhe os cabelos, esmurra-a e grita:
- Ele destrui o meu castelo! Venham todos ajudar-me a dar-lhe o castigo que merece.

Todos vêm ajuda-lo.
Batem na criança com um pau, e quando cai ao chão, dão-lhe pontapés… depois continuam a brincar com os castelos de areia cada um dizendo:
-Este é meu. Só meu. Afastem-se! Não toquem no meu castelo!

Mas a noite chega, fica escuro e todos querem voltar para casa.
 Agora já ninguém se importa com o seu castelo.
Uma criança dá um pontapé no seu, outra destrói-o com ambas a mãos.
Depois voltando-lhes as costas, regressam a casa.

Excerto de Yogacara Bhumi Sutra

sexta-feira, 2 de março de 2012

A Historia de José Luís com a dieta crua 80/10/10


Decidi compartilhar a minha transformação física e mental, atravez da mudança de alimentação, para mostrar que a maioria das doenças ou problemas físicos são causados por uma má alimentação ou estilo de vida e pode ser resolvido por mudanças nos hábitos alimentares, exercício e atitude positiva.

Tudo começou à 3 anos.
Nasci em agosto de 72, minha altura é de 1,82.
Quando criança passava grandes temporadas com meus avós nas Astúrias, onde às refeições abundavam carne, caça, linguiça, bacon, salsichas.
 Fazia-se a matança do porco preto, do bezerro, além dos coelhos e galinhas.
Sempre fui um bom garfo.
 Meus pratos preferidos eram carne picada com ovos, bolos e doces de todos os tipos.

Com 12 anos o menu típico era o seguinte:
Pequeno-almoço: café com leite e bolo
Almoço: alguma papa com uma sobremesa
Lanche: Café com leite e pão fresco, repetido 2 ou 3 vezes
Jantar: bife com batatas fritas ou omeletes, presunto, etc
Também comia muita fruta entre as refeições, meu avô tinha uma pequena mercearia e felizmente eu podia comer todos os tipos de frutas.
Os alimentos eram praticamente todos biológicos, o leite de vaca, os ovos, as batatas da horta, e as carnes eram criadas na nossa quinta.

Dos 10 aos 20 anos, meu menu foi mais ou menos este, exceto com o exagero dos lanches, que não eram tão abundantes. Este tipo de alimentação não afetava a minha vitalidade, sempre estava a trabalhar no campo ou a andar de bicicleta.
Aos 20 anos o meu peso era de 90 Kg. Me achava normal, não me via gordo.

Com 25 anos fui trabalhar para Madrid, e meu menu era igual a um rico, normalmente comia em restaurante e todos sabemos que as qualidades dos produtos usados são menores. Nos fins-de-semana bebia álcool, como imperiais, cervejas, etc. nunca me privei de nada.
Fumei o primeiro cigarro com 14 anos e o vício durou até aos 23 anos.

Com 30 anos comecei a notar algumas irregularidades no meu corpo, tinha a tensão alta, cansava-me ao correr, 10 minutos era o que conseguia e ficava logo cansado.
Não dei muita importância, até que há 3 anos e meio comecei a piorar o meu estado de saúde. Meu peso era de 100Kg, tinha a tenção muito alta e também arritmias cardíacas. Estas últimas podiam ser por stress ou outra causa, fui ao médico, fiz exames e não detetaram nada de anormal, receitou-me uns comprimidos, que não tomei.

A partir deste momento comecei a fazer uma dieta por minha conta, comia menos de tudo, mas continuava a ingerir lácteos, carne, peixe, etc. Deixei totalmente os doces e açucares. Conseguia emagrecer até aos 82 kilos, mas passava muita fome. Fiz isto durante 6 meses, perdia meio kilo por semana. Minha saúde recuperou muito, já conseguia correr e a minha tensão baixou, mas voltei a aumentar de peso até aos 90 kilos outra vez.

O que se passou a seguir foi uma causalidade. Gosto de investir na bolsa e um dos meus analistas favoritos francisco LLinares disse-me que tinha um blog sobre saúde e também um livro, assim comecei a ler e a mudar a minha alimentação.
Comprei uma liquidificadora, uma máquina de fazer pão e farinha integral.
 Deixei todos os lácteos, café, e restantes excitantes, o sal comum, e pão só comia o feito por mim. Estive assim 3 meses e voltei a descer de peso até aos 82 Kg.
 Isto foi em junho de 2010.

Navegando na Net, encontrei o livro do Douglas Graham “The 80/10/10”.
Lí o livro durante o mês de julho e comecei a aplica-lo em agosto. No final de agosto o meu peso era de 77Kg.
 De início foi duro, comer só frutas e comer a quantidade adequada, mas pouco a pouco a dieta ia fazendo efeito.
Segui e em junho de 2011 o meu peso era de 69 KG.
Nessa altura e graças aos membros do foro www.30bananasday.com de Málaga que me recomendaram o Yoga Ashtanga, comecei a exercitar. Pensei que era fácil e um exercício leve, mas estava enganado, desde do primeiro dia que fiquei impressionado com o duro que é, e comecei logo a notar benefícios.
Fisicamente te torna mais forte, aumenta a elasticidade, elimina as toxinas do teu corpo por meio de uma respiração especial que provoca transpiração.
Mentalmente aumenta a tua capacidade de concentração e presença.

Neste momento mantenho-me nos 69 e 70 kilos sem nenhum esforço, comendo alimentos naturais.
O meu objetivo ao contar esta história é convencer as pessoas a iniciarem uma dieta natural. De início pode ser um pouco complicado mas pouco a pouco vamos vendo os benefícios e nos transformamos completamente.

Sigo a dieta 80/10/10 a 100%, mas às vezes como arroz integral ou pão integral feito em casa. O arroz sempre com uma salada e o pão barrado com mel.
Como 2 ou 3 vezes ao dia, dependente da minha atividade.
Ao acordar bebo 1 bom copo de água e durante o dia raramente volto a beber.
Estou a começar a provar a quinoa como substituto do arroz, já que dizem que é melhor.
Uma coisa importantíssima que sem ela nada funciona é o exercício e o pensamento positivo.
Saúde a todos e muito animo.
Fonte: http://unviajeporladietacruda.wordpress.com/2011/12/02/la-exitosa-historia-de-jose-luis-con-una-dieta-cruda-801010/

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A história de sobrevivência de Suzanne Power


Suzanne teve uma infância com alguns problemas de saúde e foi-lhe diagnosticado aos vinte anos um cancro no colo do útero.
Deram-lhe uma possibilidade de vida em cem.
Como protocolo medico foi oferecido uma cirurgia que retirava todo o seu útero e ovários e a deixava sem probabilidades de ser mãe e até algumas dificuldades em ter uma vida sexual normal.
Ela não aceitou.
Assinou um documento responsabilizando-se pela sua saúde e onde não aceitava fazer a cirurgia, os médicos a olharam com horror, assim como a sua família.
Suzanne é Irlandesa, estava na Universidade e tinha uma viagem programada para Espanha.
Não houve cancro que a detivesse e fez a viagem.
No entanto…fez uma promessa: “ se há alguém aí em cima que me ouve… eu prometo que se eu me curar, dedicarei minha vida a dar Esperança a outras pessoas”. Parece que havia alguém que tomou nota.

Já em Espanha, Suzanne seguiu um tratamento natural dentro da linha do Higienismo.
Além do cancro, tinha asma desde de criança e problemas de alergia ao Sol.
Seguiu o protocolo Higienista e em poucos meses a asma e a alergia ao sol desapareceram e quando fez novos exames em relação ao cancro, bem…tinha desparecido.
Assumiu a sua promessa, investigou por conta própria temas relacionados à saúde e à medicina Holistica Corpo-Mente- Espirito, hoje com 47 anos, é mãe e  dá consultas grátis em Espanha.

Se quiser conhecer mais de Suzanne carregue aqui

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Uma Grande Mudança na Minha Vida

imagem copiado do artigo
Quando eu tinha trinta e seis anos, vivi algumas dificuldades, de forma que me ocorreu suicidar.
A mente persistia em dizer-me: “ se eu desaparecer, ninguém sente a minha falta, até seria bom, pelo menos deixava de sofrer”.
Mas, no lugar de me suicidar, por um conjunto de circunstâncias, eu decidi curar-me.

Então…aqui estou eu, sentado frente de Nieves, uma terapeuta velha, mas maravilhosa que me ouviu, a mim, um “pedaço de ego doente”.
 Eu conto-lhe tudo, falo alto, com gestos.
 Depois de algum tempo (inesgotável para ela, claro) olhou o relógio e estendeu a receita:
Javier – me disse, sempre me chamava assim – agora, quando chegar a casa, não quero que faça nada, simplesmente vai tomar um duche, mas quando estiveres debaixo de água, não podes fazer nada, nem pensar em nada, só podes sentir a água acariciar-te a pele".
 Eu pensei: “bem fácil, se isso vai ser a cura, num mês estou curado…vamos lá”.

Mas não foi fácil. Quando entrei no chuveiro e tentei fazer o que Nieves pedia, eu fiquei louco, pois os pensamentos corriam na minha mente, tentava não ficar neles, mas era difícil, sentia-me possuído pelos meus pensamentos, comecei a dar-me conta que na vez de ser eu o dono era eu o escravo.

Quando voltei à consulta e lhe contei a minha dificuldade, sorriu-me com um tom irónico “já sabia”.
Nieves pegou um papel e fez nele um circulo e explicou que era  o meu SER, depois em volta um circulo maior e disse ser o meu EGO com todas as suas construções. Todo o processo terapêutico consistia em aproximar-me do Ser, o centro e diluir o Ego, que no SER estava toda a sabedoria que eu buscava e a solução para todos os meus problemas, mas que eu continuava a buscar fora.
Conseguiria isto, se me sentasse em silêncio interno, cada dia por vinte minutos, sentado com as costas direitas, prestando atenção à respiração, concentrando-me nela e deixando os pensamentos virem e irem.

Este foi o meu primeiro contato com a Meditação.
Ainda hoje sigo os conselhos do duche e continuo a meditar.
 Na minha casa ou em qualquer lugar que vá, existe sempre um canto com uma almofada no chão.
Nieves tinha razão, quando me dizia: “Tu, Javier tens um Ego tão grande, um personagem criado por ti, que não te deixa ficar em silêncio”. Ela tinha razão. Tenho-o comprovado cada vez que meu Ego me engana, quando deixo de meditar porque o oiço a dizer: “não tenho tempo, não me apetece, farei amanhã, não serve de nada, agora tenho de fazer algo mais importante, mais urgente, etc..

Gastei muito dinheiro em diversas terapias, cursos, etc.
Dinheiro que não teria sido necessário se tivesse cumprido rigorosamente as recomendações de Nieves, minha guia espiritual.
Até que chegou o momento que decidi tomar as rédeas e ser o meu próprio terapeuta, mas eu  não o teria conseguido sem a disciplina da meditação.
 Pouco a pouco ela tornou-se parte integrante da minha vida e assim nos momentos em que a mente parece estar louca, eu puxo as rédeas e paro-a, claro que isto só se consegue com o silêncio de dentro que faz você se conectar com o momento presente, com o corpo, no andar, no respirar, com o lavar os pratos, com o mastigar, numa única palavra: com a Vida.
Fiquei e qualquer um fica com a sabedoria que necessita para resolver problemas ou situações que o Universo traga, pois destes nunca estamos livres, porque há muito a ser aprendido aqui, no entanto a meditação ajuda-nos a entender a profundidade, a fim de não ficarmos na superfície das coisas, a pedir entendimento ao SER e a esperar que este o mostre, e tudo será no seu devido tempo, ao ritmo próprio do Universo, que tem muito pouco a ver com o ritmo frenético do mundo exterior.
Outra coisa que aprendi é que todos nós vivemos numa mudança eterna, que tudo é passageiro, e que devíamos habituarmos a amar “a transitoriedade das coisas terrenas ”, em vez de tentar se apropriar da realidade e torna-la nossa.
Experimente:
Sente-se em Meditação e peça ao Ser, não ao Ego.  

Fonte: http://www.uakix.com/articulos/un-gran-cambio-en-mi-vida.html

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Vivem sem dinheiro, o que leva a Alemanha a pensar…

Fellmer e sua familia
Há vários anos que Raphael Fellmer, de 28 anos e a espanhola Nieves Palmer de 26, se alimentam exclusivamente de produtos considerados como “descartados”, mas que eles os salvam antes de serem destruídos.

Fellmer não tem conta no banco e vive totalmente sem dinheiro.
Sua experiencia está a fazer Alemanha refletir, justo no momento em que a Europa, o capitalismo justifica suas falhas com uma crise de divida.
Fellmer y Palmer asseguram ao país que em dois anos apesar de comerem alimentos descartados, nunca lhes aconteceu nada de mal: nem náuseas, nem infeções, nem quando Nives esteve gravida de Alma Lucia, que hoje tem cinco meses.
Ambos são vegans e se alimentam quase exclusivamente de produtos biológicos.

“Umas quatro vezes por semana, vou inspecionar com a mochila os contentores dos supermercados biológicos, encontro de tudo, sabonetes, chocolates, cosméticos, lácteos, frutas e verduras que ainda se podem consumir” explica Fellmer.

“Apanho mais do que o que necessito, o que sobra ofereço a vizinhos, amigos e necessitados. A ideia é difundir a mensagem de que não se tira uma maçã de vez em quando, mas tira-se tudo” comenta.

Uma convicção muito simples move este homem jovem e a muitos outros que seguem seu exemplo, num conjunto cada vez maior de pessoas que se alimentam exclusivamente dos “lixos” dos supermercados.

Depois de dois anos de uma vida radical e de uma viagem ao Mexico, realizada sem dinheiro, a mensagem de Fellmer começa a chegar de uma forma ampla à sociedade. As universidades o convidam para dar palestras e os jornais escrevem sobre ele.
O site www.forwardtherevolution.net dá informações sobre o “projeto” que nasceu quando era estudante na Holanda, junto com dois colegas: o francês Benjamin Lesagen e o italiano Nicola Zunino.
No mundo há cada vez mais pessoas que assumem viver sem dinheiro.

Calcula-se que cada cidade alemã destrói como “lixo” 100 kg de comida por ano. O instituto Austríaco de Economia dos Lixos calculou que 45% daquilo que os supermercados deitam fora se podia consumir.

Segundo a ONU, a Europa deita fora metade de todos os produtos alimentares. 30% Antes de serem abertos.
Fellmer sabe que todas as vezes que vai “buscar” comida está a cometer um crime: a violação de propriedade. Mas isto o indigna: “Na Alemanha é legal tirar comida, mas não o é apanha-la.” “É uma falha no sistema” se queixa. Por esta razão está a recolher assinaturas para poder pedir ao Parlamento Alemão que o deixe expor a sua causa. “ A ideia é criar um sistema onde se aproveita tudo” explica Fellmer.

Fellmer e Palmer não escolheram viver sem dinheiro, foi uma necessidade: ambos terminaram um curso universitário.
Tão pouco foi por inconsciência: ao falarem de seu projeto mencionaram estudos e informações que corroboram as suas teses e oferecem provas de que não expõem a sua filha a riscos.

Vivem nos arredores de Berlim, numa casa onde o proprietário os deixa ficar a troco de pequenos trabalhos. Fellmer desloca-se unicamente a pé. Palmer é menos radical e gasta uns 30 euros ao mês. Paga o seguro médico da filha com o subsídio de 145 Euros mensais que o estado oferece a cada criança que nasça na Alemanha até aos 20 anos.

Estão conscientes que esta sua Vida os expõe a críticas. “Não quero ser simplesmente um aproveitador” assegura Fellmer.
“ Tento integrar-me na sociedade: ajudo em reparações, obras, arranjo computadores, cuido de animais” conclui. Sabem que “resgatar comida” nos supermercados não é uma solução para salvar o Mundo a longo prazo, mas serve para mandar uma mensagem.
Tenho pensado, que no futuro vou-me instalar no campo, quem sabe em Itália e viver do que produzir.
 O caos da crise diz-nos que “isto não pode continuar assim.”

Fonte: http://www.lanacion.com.ar/1444281-viven-sin-dinero-y-llevan-a-alemania-a-detenerse-y-pensar

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Os conselhos de Meryl Streep aos 60 anos

Meryl Streep está esplendida com os seus 60 anos, trabalha mais que nunca e continua a alcançar o sucesso, sendo uma das atrizes mais premiadas da história.
Define-se como uma mulher de família (tem 4 filhos), sensível, envolvida na sociedade e em ajudar os outros.
Pertence à Organização SLOW FOOD, que é contra a comida “má alimentação”, que luta por uma melhor nutrição nos EUA.
Afirma que uma “cozinha saudável” é muito importante na sua vida, sua mãe e seu marido, o reconhecido escultor Don Gummer, são grandes cozinheiros. Até porque a convenceu a casar através de sua tarte de maçã.

“Minha mãe era uma grande cozinheira e muito positiva. Quando entrava em algum lugar, o iluminava. Nos deu tanto amor…”
“ Nós queremos que as pessoas dos EUA comam mais vegetais, pão integral e pouco a pouco vamos conseguindo. Antes só comiam produtos enlatados, congelados ou hambúrgueres. A mortalidade por obesidade chegou a ser alarmante.
Quero continuar a lutar contra o perigo do tabaco, levar o teatro a jovens que não tem recursos, tentar diminuir o racismo. E sobretudo seguir minha vida privada simplesmente como Mary Louise Gummer”

10 Ingredientes para ser feliz aos 60, por Meryl Streep
1)    Me ensinaram a ser inconformista e lutadora. Nunca faço caso dos conselhos de ninguém.

2)    Vivo numa quinta longe de Nova Iorque, rodeada de montanhas, silencio e Natureza. Ali planto couves, legumes… está bem ser uma estrela de cinema, mas…viver em Hollywood e passar o dia a falar de trabalho? Nem pensar!

3)    Entendo as atrizes que fazem operações plásticas para continuarem a trabalhar, já que a maioria dos papéis disponíveis são para jovens bonitas. Mas…é uma armadilha, não caio nela.

4)    Depender do bótox, não é muito fácil, podes parecer mais jovem, mas limita-te a expressividade.

5)    Nunca mudei o penteado e não acredito que o faça.

6)    Em minha casa, eu mesma pago a conta do telefone, e faço as compras. Me ajuda a manter contato com a realidade.

7)    Meu frigorífico está cheio de alimentos naturais.

8)    Há muitos anos que pratico yoga, ajuda-me a combater o stress.

9)    Envelhecer faz parte da existência, a Vida é algo precioso. Quando perdes um familiar ou amigo, compreendes que cada dia que passa,  é um presente a disfrutar.

10)    Sinto-me muito bem com o meu aspeto. Em criança não gostava do meu corpo, após os 20 anos comecei a me aceitar. Quando fiz 40 encontrei a harmonia, e tudo encaixou. Gostava do que via, a roupa ficava-me bem, como se tivesse chegado à idade ideal.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Palavras de um Hopi

O conceito atual da alimentação para a humanidade é principalmente como satisfazer o apetite.
Muitas crianças nem sabem como se cultiva ou como crescem os alimentos.
As sê-mentes contêm em memória tudo o que precisam para o seu crescimento. Quando o grão é deitado à Terra começa uma iniciação – a conceção. A Mãe Terra é um útero. Na sê-mente está toda a criação, quando a comemos, estamos a unir-nos com a criação.
Em primeiro lugar temos de escutar a Natureza, pois ela se rege por Leis Universais, muito precisas.
Não devíamos de nos chamar de indivíduos. Individuo significa indivisível. Somos Uno, não estamos separados do exterior.
Nós somos os nossos médicos e especialistas, quando escutamos a natureza, o nosso interior, podemos saber o que é melhor para nós.
O alimento transforma-se no nosso sangue, o que nos leva a fazer muitas escolhas.
 Que tipo de identidade quero ter?
Ter um passaporte e viajar muito?
Ter cartão de crédito?
Ou simplesmente - EU SOU? Esta é a grande questão

Cultivar a Simplicidade

imagem retirada net
Abrandei o passo e parei para cheirar as rosas.
Parei de viver ao ritmo frenético a que habituara.
Parei de viver no centro de um tornado.
- O que fizeste para cultivar a Simplicidade?
- Parei de usar roupas  caras, libertei-me do meu vicio de comprar jornais todos os dias, parei de estar disponível para toda a gente a toda a hora, tornei-me vegetariano e comecei a comer menos. Basicamente reduzi as minhas necessidades.
Se não reduzires as tuas necessidades, nunca estarás satisfeito. Serás sempre como um jogador em Las Vegas, que fica agarrado à roda da roleta “só mais uma voltinha” na esperança que saia o número da sorte.
Quererás sempre mais do que tens.
Como pode alguém ser feliz assim?
O segredo é não deixar que a tua felicidade dependa de encontrares o pote de ouro ao fundo do arco iris.
- E como é que eu posso aplicar o Ritual da Simplicidade à minha vida? Aceitam-se sugestões.
-Há tantas coisas que podes fazer. Mesmo as mais pequenas fazem uma diferença enorme.
-Tais como?
-Pára de atender o telefone sempre que toca, pára de perder tempo a ler correspondência não solicitada, pára de comer fora três vezes por semana, desiste de ser socio do clube de golfe e passa mais tempo com os teus filhos, deixa o relógio em casa, vê o sol nascer, vende o teu telemóvel.
- Já percebi. Mas vender o telemóvel?- perguntei ansioso, sentindo-me como se sentirá um bebe ao ouvir o médico sugerir que se corte o cordão umbilical. – Isto vai mudar a minha vida?
- Sim como num piscar de olhos, no preciso momento em que decides, bem lá no fundo de ti. Nesse instante serás uma pessoa diferente, uma pessoa a caminho de conquistar o teu destino.
Com o cultivo da simplicidade terás mais energia, menos preocupações, mais criatividade e menos stress em todas as facetas da tua vida.

Baseado no conto “o monge que vendeu o seu Ferrari”

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A Quietude ajuda a visão…


imagem retirada net

Um elefante corria para o seu casamento, e levava na tromba o anel da noiva. Corria na margem de um rio. Com a pressa tropeça numa rocha, e para se equilibrar e não cair, solta o anel que cai precisamente no rio.
Fica louco, preocupado, aproxima-se da água para apanhar o anel, mas com os movimentos que faz levanta areia obscurecendo as aguas e não encontra o anel. Cada vez se agita mais, e cada vez é mais difícil averiguar onde a aliança está.

Numa das margens do rio, está um pássaro numa árvore, que observa tudo, rindo-se de vez em quando, até que grita:
-Ei…tu, ei
O elefante nem sabe quem lhe fala.
- Sim…tu, pára já…fica quieto.
O elefante levanta a cabeça e olha para a tranquilidade do pássaro nos ramos da árvore.
- Está quieto, por favor, não te movas mais.
Fica tão surpreendido que obedece, deixa de se mover e as águas acalmam-se, o sedimento assenta no fundo.
Pouco a pouco as águas vão clareando, o pássaro calado e o elefante quieto.
No final quando tudo está tranquilo, olha para o rio e vê algo a brilhar, é o anel.
 Este elefante recupera o que tinha perdido, mas também descobre que a Quietude é elemento de Harmonia e Serenidade.


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Quanto vamos viver?

Foi publicado no New York Times a história de Li CHING YUN, o homem da foto acima.
E quem foi Li Ching ?
Foi um homem chinês que nasceu na região de Kaihslen, província chinesa de Szechwan.
Mas o que teve de diferente este Mestre Taoista?
A história diz que ele viveu 256 anos.
Será?
Bem, o Professor Wu Chung-chiem, chefe do departamento de Educação da Universidade Minkuo diz ter encontrado registos mostrando que ele tinha nascido em 1677 e faleceu em 1933. Foi congratulado no seu aniversário de 150 anos e no de 200 anos.
Fontes dizem que ele foi mestre taoista, Herbalista e praticante de Chi Kung, assim como professor de artes marciais.
Enterrou 23 esposas e teve 180 descendentes.
Não se conhece muito sobre a sua infância e juventude, mas sabe-se que nasceu e morreu na mesma província, que foi alfabetizado até aos 10 anos e que viajou nas redondezas da china para colectar ervas.

A foto acima é a mais conhecida de Li, datada de 1927 tirada na sua visita ao amigo  general Yang Sem, na província de Sichuan. Yang Sem estava muito interessado no segredo de Li, já que este, apesar da extrema idade, aparentava juventude e vigor.
A foto mostra Li na idade de 250 anos.

Qual era o segredo de Li?
Parece que esta pergunta foi lhe feita, à qual ele respondeu:
Manter o coração calmo
Sentar como uma tartaruga
Andar vigorosamente como um pombo
E dormir como um cão.

Em 1920 foi-lhe feita uma entrevista e publicada nos anos de 1950 na revista Domestic and Foreign Magazine:
Li disse: “ penso que a razão pela qual eu vivi tanto tempo e ainda estou perpetuamente saudável é porque nada me irrita desde os meus 40 anos. Por isso meu coração é calmo, sempre saudável e feliz.
Além disso, Li ingeria diariamente na sua dieta três ervas: Ginseng, Fruta Goji e Centelha asiática.
Alguns dizem que sua dieta era estritamente vegetariana, consumindo predominantemente plantas e frutas sivestres. Diz-se também que há evidência de que comia peixe com regularidade e ocasionalmente carne (duas vezes por não). Outras fontes defendem que sua dieta era fundamentalmente arroz e do vinho feito desse cereal. Todas as fontes apoiam que consumia Ginseng, pensa-se que em forma de chá.
As bagas Goji eram comidas cruas, assim como a Gotu Kola, que era ingerida em salada ou em chá.

Segundo relatos do mestre Tai Chi Chuan Da Liu, que foi discípulo de Li, o nosso longevo conheceu um eremita muito velho que vivia numa montanha. Foi esse ancião que lhe deu recomendações sobre alimentação e o uso de ervas medicinais, assim como lhe ensinou praticas de respiração e movimentos coordenados com sons (Chi Kung).
Este eremita, (segundo uma entrevista de Li datada de 1920), diz não aparentar ser um homem “sobrenatural”, mas o velho conseguia dar passos enormes, como se voasse no ar. Por mais que Li tentasse, não conseguia acompanhar o ancião. Por isso pediu a ele que lhe ensinasse seus segredos.
Segundo o relato de Li, a única coisa que o eremita fez foi lhe entregar algumas frutas silvestres ( as gojis) e lhe disse que era  a única coisa que comia. A partir de então, Li passou a comer 15 gramas de gojis todos os dias e por causa disso se tornou saudável e ágil. Segundo ele a dieta possibilitava que andasse 50 Km sem que se cansasse.

Tirem as vossas conclusões…

O Céu e o Inferno

imagem retirada net
Naquele tempo, diz uma lenda chinesa, um discípulo perguntou ao Mestre, que também era Vidente:
- Mestre, qual é a diferença entre o Céu e o Inferno?
E o Mestre respondeu:
- È uma diferença muito pequena, mas mesmo assim de grande importância.
No Inferno, eu vi um grande monte de arroz cozido, e em seu redor havia muitos homens famintos, cheios de fome, aponto de quase morrerem, mas não podiam comer o arroz, pois suas mãos tinham palitos de dois a três metros de cumprimento. Conseguiam agarrar o arroz, mas não o levar à boca, pois os palitos eram demasiados longos.
Então era assim, homens juntos, mas solitários que permaneciam com fome eterna perante uma abundância infinita. Esta foi a minha visão de Inferno.
Depois vi, uma grande refeição de arroz. Ao redor muitos homens com fome, mas cheios de vitalidade. Eles não podiam se aproximar do arroz, porque tinham em suas mãos palitos de dois a três metros de cumprimento, o que não permitia levarem o arroz à boca. Não levavam à própria boca, mas ajudavam-se, levando à boca dos outros e assim se serviam todos. Desta forma acabaram com a fome insaciável numa grande comunidade fraterna, juntos, solidários, seguindo o Tao.
Isto, eu vi como Céu.
Autor desconhecido.

domingo, 11 de dezembro de 2011

A inspiradora história de Xavier e Carme


“ Faz alguns anos, que concluímos que A VIDA NÃO VALE A PENA, SE NÃO PODERMOS FAZER DELA O QUE QUEREMOS. Nesse dia tomamos a decisão de romper a errante inercia da Vida que tínhamos e não entendíamos.”

As palavras acima são de Xavier Y Carme, dois espanhóis, que decidiram Viver como queriam.
Pegaram um caderno, e fizeram uma lista das coisas que queriam fazer, e constataram com grande surpresa que não necessitavam de dinheiro. Então porque estavam trabalhando tantas horas?
Para esta pergunta saíram respostas absurdas.
Trabalhavam muitas horas para pagar o carro que necessitavam para os levar ao trabalho. Trabalhavam para poder pagar o restaurante ao qual iam comer, por não terem tempo de ir a casa. Trabalhavam tantas horas para poder pagar ao fisioterapeuta, pelas dores de costas e cervicais por estarem trabalhando.
Trabalhavam para poder pagar a uma pessoa que limpasse a casa, pois não tínhamos tempo, já que estavam a trabalhar.
Acabaram por se rirem deles próprios e de todos aqueles que como eles caíram na mesma armadilha.
Entre risos, perguntaram-se: “quem nos está a enganar há tanto tempo?”
“ Por momentos tivemos a tentação de jogar a CULPA NA SOCIEDADE. Mas a sociedade é como todas as outras coisas que servem simplesmente para podermos mandar a culpa de tudo, visto que não se pode defender.
Não, não podíamos buscar consolo jogando a culpa na sociedade. Havíamos de ser valentes e reconhecer que a culpa é nossa, de deixarmos que o medo irracional nos tenha atado de pés e mãos.
Sim, é assim. O medo é o sentimento mais atroz que existe. É paralisante e desconfiado e sempre encontrará desculpas para mostrar sua presença.
Mas, há algo pior que o medo, é o medo ao desconhecido, é um medo ao quadrado, tão absurdo como não querer abrir a porta por temor a saber quem está por trás.
Naquele dia decidimos abrir a porta. E encontramos um Mundo recém pintado, novo a estrear. Um Mundo onde é permitido excluir todas aquelas coisas que aprendemos e que não servem para nada, excepto acobardar-nos, um mundo onde se aprende que o caminho para a felicidade é recto e plano.
Uma vez a porta aberta e o medo controlado, tudo foi muito simples. Desatamos as amarras e decidimos viver a vida como se fosse uma viajem.
Nunca houve uma decisão tão acertada como aquela.”

Autodefinem-se como um par de inconformistas-optimistas-idealistas, que constroem o seu próprio destino, decidindo como querem viver…então…decidiram vagabundarem pelo planeta com apenas 10 quilos às costas.
Perguntaram-lhes: - Não têm medo de viver desta maneira?
Resposta:
- Não. Porque queremos ser felizes, e ser feliz e ter medo são duas coisas totalmente incompatíveis. Sim…podíamos ter medo, porque nossa vida é um pouco instável e incómoda, já que às vezes implica riscos e insegurança. Mas entre ter medo e ser felizes, temos decidido ser felizes.
Vivemos viajando e por agora não concebemos a vida de outra maneira. Ou não temos encontrado outra maneira mais fácil de viver plenamente. Actualmente estamos dando nossa terceira volta ao mundo e quanto mais viajamos, mais desejamos conhecer outros lugares.
É totalmente errado pensar que viajar é simplesmente mover-se fisicamente. Seria tão absurdo como dizer que emoção é sentir o coração bater mais depressa, ou que chorar é encontrar lagrimas nos olhos. A finalidade de viajar para nós é um conceito muito mais amplo e sugestivo. Significa viver num cenário que põe a prova, cada dia, a capacidade de encontar tesouros em lugares nunca antes pensados. Porque para encontrar tesouros somente é necessários duas coisas: tempo e vontade de reconhece-los.
Faz anos que temos tempo, todo o tempo do Mundo, ou como mínimo todo o tempo que necessitamos para viver com Liberdade.

“No dia que cada um decide não ter medo do desconhecido, se abre uma nova brecha para podermos suspirar por um mundo melhor. Gandhi disse: “Sê tu, a mudança que queres ver no Mundo”. Nós começamos essa mudança faz sete anos e o empenho pela mesma se conserva intacto desde do primeiro dia.”

Não deixem de visitar a sua páginahttp://lavueltaalmundo.net/, com muitas histórias e fotos.