Mundo Higeia

Bem Vindo a este Mundo!
Mostrar mensagens com a etiqueta Manuel Lezaeta. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Manuel Lezaeta. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A História de Lezaeta



O que terá levado este homem a se tornar um Higienista?
Um defensor da Medicina Natural?




“Decorria o ano de 1899 quando entrei na Escola de Medicina da Universidade do Chile, dirigida então pelo Dr. Polhamer. Entre outros recordo os meus mestres David Benavente de Anatomia, Dr. Adeodato Garcia Valenzuela, de Química e Dr. Anrique de Física e os meus condiscípulos, depois eminentes médicos, Drs. Vargas Salcedo, Diaz Lira, Guilglioto, etc.
Vitima das chamadas doenças sociais, vi-me obrigado a interromper os meus estudos médicos, os quais não recomecei depois em virtude de reconhecer o fracasso da medicina para restabelecer a Saúde.
Durante alguns anos, fui tratado por professores e especialistas de Santiago, com tratamentos dispendiosos, que só conseguiram agravar as minhas doenças, que foram complicando de ano para ano.
Perante tanto fracasso da chamada ciência médica, dei-me por vencido no meu desígnio de libertar-me dos meus males, que me faziam a vida intolerável e resignei-me em morrer em breve prazo.
Fugindo de mim mesmo, cheguei num verão a uma povoação do Sul do Chile e, na véspera do meu regresso à capital, um monge capuchinho tropeçou comigo à saída do hotel onde estava hospedado e, olhando-me fixamente, interrogou-me: - Vieste para me ver?
- Não, padre. Respondi.
- Anda à minha consulta, porque estás muito doente. Continuou ele.
Era o padre Tadeo. Sem o procurar, a Divina Providencia punha-o no meu caminho para me salvar a vida.
Abatendo o orgulho profissional que aos alunos s e impõem na Escola de Medicina, apresentei-me à consulta do Padre Tadeo, o qual observando a minha garganta, me disse: - graças a Deus de estar aqui, porque estás tão doente que, se não seguires o meu tratamento, vais morrer em breve.
Apesar de compreender a grande verdade desta sentença e, sentindo que cada noite que se aproximava era a ultima da minha vida, manifestei-lhe que tinha em meu poder, atestados médicos dos meus professores que comprovavam a ausência de micróbios da infecção sifilítica no meu organismo e que agora era apenas uma vitima de neurastenia.
- Enganaste tu e enganam-se os médicos, a doença está no teu sangue. Respondeu-me o padre.
Recebi a “receita” que prescrevia passeios descalços pelo orvalho da relva ao nascer do Sol, fricções de água fria a determinadas horas, enfaixamentos húmidos em todo o corpo, alternando com banhos de vapor de caixa, excursões com subida de montanhas, etc. etc.
Ainda que parecesse difícil que com estas praticas pudesse recuperar a minha Saúde perdida, submeti-me a elas com pontualidade.
Antes de quinze dias de aplicação deste tratamento, abriu-se-me um horizonte de felicidade e bem-estar desconhecidos, mas ao mesmo tempo aparecia um abundante fluxo uretral que os médicos me haviam “curado” anteriormente, impedindo a sua expulsão do corpo e obrigando este a reter essas matérias corrompidas que me causaram inflamação prostática, aperto da uretra e até retenção de urina. Também se me incharam os gânglios das virilhas, axilas e pescoço, aparecendo também erupções e chagas em todo o corpo.
Com estes sintomas voltei à consulta e disse-lhe:
- Estou apodrecido Padre, veja o que se passa…
- Estás salvo, agora vais expulsar a doença que os médicos lançaram no teu sangue. Foi esta a resposta.
Durante mais de um ano estive eliminando pus pela uretra, chagas e abcessos, sem notar qualquer complicação e sentindo cada dia a felicidade de viver nunca antes conhecida, pela qual dou graças a Deus, conservando-a até à data com 74 anos de idade.
Ante a eloquência destes factos, compreendi que as drogas eram incapazes de devolver a Saúde perdida e que esta só podia manter-se e recuperar-se mediante a acção dos agentes vitais que oferece a Natureza, como o ar, a luz, o sol, água fria, a terra, as frutas e os vegetais crus.
Tomei então a resolução de dedicar a minha vida inteira ao estudo, pratica e difusão da verdade no que respeita à Saúde, a qual providencialmente tinha chegado a conhecer à margem da medicina facultativa.
Durante nove anos segui a seu lado o sábio ensino e as práticas do Padre Tadeo Wisent. Tendo este sábio capuchinho alemão abandonado o Chile para ir curar leprosos na Colômbia, dediquei-me a estudar as obras de seus mestres, especialmente a celebre cura de Monsenhor Sebastião Kneipp.”

A pouco em pouco vou postar toda a Doutrina deste Higienista - Lezaeta.


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Manuel Lezaeta


Manuel Lezaeta

Este homem chileno viveu entre 1881 e 1959. A sua história influencia-me muito. Estudante de medicina, viu-se obrigado a suspender os estudos devido a uma doença grave. Submeteu-se a nove anos de tratamentos convencionais sem apresentar melhoras. Depois seguindo as práticas simples recomendadas pelo Padre Tadeo (naturista), curou-se em pouco tempo e pode prosseguir seus estudos. Perante estes factos compreendeu que os medicamentos químicos eram incapazes de devolver a Saúde perdida e que esta só podia manter-se mediante a acção dos agentes vitais que oferece a Natureza, como o ar, a luz, o sol, água fria, a terra, as frutas e os vegetais crus.

Comer exclusivamente produtos naturais
Para Lezaeta o alimento natural é aquele que é oferecido pela Natureza em cada lugar, e na sua época. O alimento deve ser comido tal qual a Natureza o oferece, sem cozer, assar ou submeter a preparação prévia, como sucede com as frutas e sementes de árvores.

“O saber escolher os alimentos é indispensável para manter a saúde, já que o alimento digerido forma o sangue e este será da mesma qualidade daquele.”
Nós somos o que comemos. A frase é simples mas a sua realidade é muito grande. Então, se estamos doentes, se não estamos nos sentindo bem, devemos perguntar: O que é que eu estou comendo?

“O animal em liberdade, com o auxílio do seu instinto, busca o alimento que lhe convém, mas o homem degenerou o seu instinto, e crê poder comer o que lhe apraz".
Darwin, Lamarck, etc. comprovaram a analogia fisiológica do homem com o macaco, que é frugivero.”

Em termos de alimentação certa para o homem, as opiniões divergem de um pólo ao outro. Chegar a uma conclusão ou perto dela fica complicado, daí talvez o certo seja olhar a Natureza, e esta semelhança que existe entre nós e o macaco (ou família) ajuda-nos a perceber qual a melhor alimentação.

 “ Ao fazer-se cozinheiro, o homem adoeceu, transformou a sua integridade biológica e abreviou a sua existência. O frugivero tem a vantagem de poder viver sem necessidade de cozer, assar, frigir, nem fermentar. Vivendo desta maneira a mulher libertar-se-ia de muitos trabalhos que hoje lhe absorvem muito tempo e, além disso, comendo frutas e vivendo conforme a Natureza teria os seus filhos sem dores de parto.”

“As doenças agudas não se instalam, porque as frutas não o permitem. As frutas são o alimento preparado nos laboratórios das árvores, que absorvem da terra e da água os seus minerais, transformando-os pela acção do sol.”
“As vantagens do regime frutífero são manifestas, além de evitar a doença é o meio mais seguro para chegar a cura.”
“ O raciocínio das pessoas que vivem exclusivamente de frutas é mais claro e livre, porque o sangue liberto de tóxicos irriga com melhor seiva as células nervosas que servem de instrumentos as faculdades da alma.”
“Os que vivem de frutas cruas não só se rejuvenescem e vigorizam, mas também se tornam imunes ás doenças.”

“Esta afirmação está comprovada com os testemunhos dos verdadeiros frugiveros do mundo inteiro.”
“A carne dos animais não foi destinada para alimento do homem…”
Se lezaeta visse alimentação de hoje, tinha muito mais a dizer: porque não é só a carne que não foi destinada para o homem, os cereais ou o excesso deles também não.
 “ a mentira mais convencional da nossa civilização é a mentira do alimento cozinhado…”

“A alimentação de frutas e sementes desperta os sentimentos mais nobres , fortifica a inteligência e a vontade.”
“ Ser sóbrio, é comer pouco, bem mastigado e em tempo oportuno”.
“O excesso de comida é tão prejudicial como ingerir alimentos antinaturais porque forçado o trabalho do aparelho digestivo, este se congestiona e aumenta de temperatura, produzindo fermentações nocivas que originam tóxicos envenenadores para o sangue.”
“Santo Hilário viveu seis anos comendo quinze figos por dia.”
“Santo António vivia só de pão e água.”
“Santo Ambrósio de pão e hortaliças.”
“A questão está em aproveitar o que se come…”
“Não devemos comer sem fome…”
“Devemos sentar-nos á mesa com o espírito alegre, livre de preocupações e tristezas”
Evitar beber durante a refeição, porque os líquidos dissolvem os sucos estomacais, dificultando o processo digestivo.”

Este homem acreditava que a alimentação do Homem era uma alimentação crua.
Não foi novidade no tempo dele, e não é agora. Pelo nosso Mundo de hoje existem muitos crudivoros, pessoas que comem exclusivamente cru.
 Instintivamente eu concordo.
Nenhum animal excepto o homem come cozinhado, nenhum ser vivo na natureza tem fogão, será que não complicamos de mais e estamos a pagar o preço disso?
Será que Lezaeta era irreal?
Ou simplesmente um homem que comprovou em si, aquilo que acreditava. Curou-se a ele e segundo a historia a milhares de pessoas. Além da alimentação crua, principalmente frutas e vegetais, ele aconselhava outros tratamentos naturais.



Grande parte do texto, foi extraido do livro - Medicina Natural ao alcance de todos de Manuel Lezaeta.