Mundo Higeia

Bem Vindo a este Mundo!

segunda-feira, 26 de março de 2012

Hoje…não Julgue

imagem retirada net
Sei e é bem real para mim, que para poder trilhar o Caminho da Evolução do Espirito, Eu não posso Criticar.
Julgar, ter pensamentos preconceituosos, apontar o dedo, sentir menosprezo por atitudes ou ideias, tudo isto cria um ambiente interno pouco seguro, pouco saudável.

Há muito que me dei conta, tanto em mim como noutras pessoas, que aquilo que criticamos é algo que não gostamos em nós mesmos, por isso lhe damos atenção.
Queixamo-nos quando alguém se comporta de maneira negativa, quando na verdade somos nós que estamos a olhar o lado negro das coisas.

Aquilo que mais critico, é ouvir alguém criticar.
Pergunto-me muitas vezes porquê?
Penso que é pelo fato de estar muito presente em mim a não critica, o não julgamento, então quando oiço uma crítica, o meu sinal interno de alerta dispara. Reparem como está errado, este alarme tem de disparar na minha crítica e não na do outro, porque só a nós podemos controlar, autodominizar.

Como nos sentimos quando os nossos pensamentos e conversas têm um tom critico?
À anos atras, quando ouvia criticas, associavas com o fato de serem “verdadeiras” ou “falsas” e continuava a ouvir, a pensar e a falar sobre elas, não levando em conta se me estava a sentir bem ou que sentimentos estava e emitir para os outros.
Hoje…
Bem…hoje, normalmente fujo.
Depois do meu cérebro decifrar a mensagem, o meu estomago “se aperta” e a mente procura a saída.
Se vem pelo diálogo com outra pessoa, tento mudar o assunto, apaziguar a situação mostrando que não vale a pena dar importância, se vem por pensamento interno, dou umas pancadinhas sobre o timo, região no meio do peito, e digo: “então…então, que pensamento é este?”.
Muitas vezes a mente persiste em enviar a mensagem de carga negativa, mas Eu digo, e em voz alta: “não quero e não vou pensar isto, não tem importância, Tudo está certo.”


Quando nos zangamos ou irritamos com alguém devemos ser diretos nos nossos sentimentos, sem destruirmos o nosso auto-respeito e o do outro.
É muito importante não Criticar.
Ao não haver critica, as sementes da Compaixão e da Tolerância crescem, e com elas vemos que no nosso núcleo mais profundo, somos todos espíritos inocentes, puros e perfeitos, mas na superfície todos temos falhas.
 Imagine que cada um de nós é uma onda, ás vezes somos ondas calmas, outras bem agitadas.
 E o fundo do mar, não é calmo e sereno? Connosco é igual, só precisamos de nos harmonizar com a Natureza e transcendermos a agitação.
Hoje…não julgue…
Madre Tereza de Calcutá disse: “quem julga as pessoas não tem tempo para amá-las”.



sábado, 24 de março de 2012

Porque dizer “Ser” no lugar de “Deus”?

imagem retirada net
A palavra Deus foi esvaziada do seu sentido ao longo de milhares de anos de utilização abusiva.
 Por vezes, eu emprego a palavra, mas faço-o com moderação.
Por utilização abusiva, quero dizer que há pessoas que sem nunca terem vislumbrado sequer o reino do sagrado, a vastidão infinita por trás dessa palavra, a usam com grande convicção, como se soubessem do que estão a falar. Ou então, argumentam contra ela, como se soubessem o que estão a negar. Tal utilização abusiva dá origem a crenças absurdas, asserções e ilusões egoístas do género “ o meu ou o nosso Deus é verdadeiro, e o teu Deus é falso”, ou como a famosa afirmação de Nietzsche “Deus está morto”.

A palavra Deus tornou-se um conceito fechado.
No momento em que a palavra é pronunciada, cria-se uma imagem mental, talvez já não a de um velho de barbas brancas, mas ainda assim uma representação mental de alguém ou de alguma coisa exterior a si e sim, é de verdade, quase inevitavelmente alguém ou alguma coisa do sexo masculino.

Nem Deus nem Ser, nem qualquer outro termo conseguem definir ou explicar a inefável realidade por trás destas palavras, pelo que a única questão importante é saber se a palavra em questão o ajuda ou o impede de ter a experiencia d`Aquilo para que ela aponta.
 Será que ela aponta para além de si própria, para essa realidade transcendental ou presta-se com demasiada facilidade a não ser mais do que uma ideia na sua cabeça, uma crença, um ídolo mental?

A palavra Ser não explica nada, mas a palavra Deus também não.

Ser, no entanto, tem a vantagem de ser um conceito aberto.
 Não reduz o invisível infinito a uma entidade finita.
 É impossível formar uma imagem mental da palavra.
 Ninguém pode reclamar a propriedade exclusiva do Ser.
Trata-se da sua própria essência, e você tem-lhe acesso imediato ao sentir a sua própria presença, o entendimento de que o Eu sou é anterior a pensar “eu sou isto” ou “eu sou aquilo”.
Por conseguinte, da palavra Ser à experiencia de SER não vai mais do que um pequeno passo.

Palavras de Eckhart Tolle no Poder do Agora

sexta-feira, 23 de março de 2012

A importância dos “Castelos” de areia

imagem retirada net
Algumas crianças brincam junto ao rio.
 Fazem castelos de areia e cada criança defende o seu dizendo que é seu.
Mantêm os castelos bem separados e não admitem enganos sobre os seus donos.

Quando todos os castelos estão acabados, uma criança dá um pontapé no castelo do vizinho e destrói-o completamente. O dono do castelo fica furioso, puxa-lhe os cabelos, esmurra-a e grita:
- Ele destrui o meu castelo! Venham todos ajudar-me a dar-lhe o castigo que merece.

Todos vêm ajuda-lo.
Batem na criança com um pau, e quando cai ao chão, dão-lhe pontapés… depois continuam a brincar com os castelos de areia cada um dizendo:
-Este é meu. Só meu. Afastem-se! Não toquem no meu castelo!

Mas a noite chega, fica escuro e todos querem voltar para casa.
 Agora já ninguém se importa com o seu castelo.
Uma criança dá um pontapé no seu, outra destrói-o com ambas a mãos.
Depois voltando-lhes as costas, regressam a casa.

Excerto de Yogacara Bhumi Sutra

quinta-feira, 22 de março de 2012

Dei-me um “puxão de orelhas”

imagem retirada net
Agarrei-me pela orelha, levei-me até frente do espelho, obriguei-me a olhar em frente, levantei os olhos e tive que ficar cara a cara comigo mesma.

É difícil olhar a Consciência, quando não agimos de acordo com ela.

Mas… fiquei ali sentada a olhar-me, não me critiquei, preferi afirmar e Reafirmar que voltaria para o Caminho da minha Consciência, porque eu e Ela somos Um.
Não posso pensar uma coisa, falar e sentir essa coisa e Fazer outra, esta divisão é o começo de desequilíbrios que começam em níveis subteis e depois se materializam no físico.

Daqui a duas semanas faço seis ciclos de sete anos, nesse dia quero vir perante mim e dizer:” eis-me aqui a fazer a tua vontade”.

“A principal missão do homem na vida é dar Luz a si mesmo, é tornar-se aquilo que potencialmente é” Erich Fromm
Não tenho, duvida nenhuma que a minha missão é dar Luz à minha Essência, esta que é baseada essencialmente naquilo que eu chamo de “Espirito de Higeia”, mas eu tenho andado afastada.

Pensei errado, permiti-me ter emoções de vibração baixa.
Senti-me mal, permiti o stress, com aceleramento cardíaco (OH! Meu querido coração, tanto amor tenho que te enviar).
Comi mal, muito mal, pão, pão branco com manteiga, pior com queijo, bolos, leite, iogurtes, 2 bicas diárias, enfim coisas que para mim não fazem parte da alimentação do Homem na sua busca pela Saúde Completa.

Andei sem rédeas, mas ontem voltei-me a sentar no banco de controlo, e com a minha mão forte agarrei as rédeas, levantei a cabeça e olhei em frente e vi o quanto era bom voltar ao Caminho.

Depois de uma longa conversa comigo, depois de um “bom puxão de orelhas”, voltei a considerar a Divinização como um desafio.
Prometi não voltar a ver-me como um simples caroço de laranja, mas sim como uma semente onde dorme um laranjal inteiro…

quarta-feira, 14 de março de 2012

Confiança

imagem retirada net
É necessário confiar.
É urgente confiar.
Quando nossa Vida se desenrola contrariamente à forma que queríamos, o que fazer?
Confiar.

Porquê?
Se depositarmos confiança na Natureza, não teremos qualquer espécie de dificuldade em acreditarmos em nós mesmos. Nós e a Natureza, nós e a Fonte somos Um.
Sem esta confiança, tornamo-nos tensos, cheios de stress, porque temos medo e raramente estes sentimentos trazem sucesso.

Há muito, muito tempo atrás, os taoistas descobriram que todas as coisas são como deviam ser e confiavam, para eles toda a Vida era um fluxo, como uma corrente de um rio, na qual, nós temos de embarcar e deixar-nos levar, jamais fazer frente.

A Natureza está constantemente a enviar-nos mensagens, coincidências, lembretes, sinais que nos ajudam a seguir o nosso Caminho, e embora os progressos sejam lentos, devemos manter a confiança nos seus recursos.

Em quem confiar, em primeiro lugar?
Em nós.
Devemos sempre confiar naquilo que sentimos.
Somente nós temos as medidas certas para aquilo que nos convém.
Um homem entrou numa sapataria para comprar uns sapatos novos, mas lembrou-se que não tinha trazido as medidas, então voltou a casa para as ir buscar. Voltando à loja, esta já estava fechada, pelo que não conseguiu o que queria. Ao contar este episodio a um amigo que encontrara, este perguntou-lhe “ porque não experimentastes os sapatos?’” ao que nosso homem respondeu “ prefiro confiar nas medidas, do que em mim próprio”.
Parece caricato, mas esta situação é muito comum.
 Quantas vezes nós não confiamos mais nos outros do que em nós?
Surge um problema, e nós corremos para os outros o resolverem.
Foi-nos dada consciência e clareza para acompanharmos a evolução natural das coisas e confiarmos em nós.

terça-feira, 13 de março de 2012

A mãe de todas as doenças é a Inflamação

imagem copiada net
A inflamação é uma resposta do sistema imunitário perante uma infeção, uma irritação ou uma lesão.
 Células imunológicas são chamadas ao local atravez da corrente sanguínea e a zona fica quente, vermelha devido ao aumento do fluxo sanguíneo, isto é, a zona fica inflamada.
Assim podemos afirmar que a inflamação é uma parte do sistema de defesa do nosso corpo natural e é acionada para fazer frente a lesões e doenças.
Esta é a inflamação é saudável, ela nos protege.

Por outro lado a inflamação cronica, é uma doença, eu diria mais, é a Grande Epidemia dos nossos tempos.
A medicina bioquímica está a começar admitir que a inflamação cronica é o principal fator nas doenças cronicas degenerativas, e a causa de morte nos países ocidentais. Este tipo de inflamação persistente em vez de proteger o nosso organismo, começa a agredi-lo lentamente, levando ás doenças cardiovasculares, obesidade, cancro, esclerose múltipla, a todas as doenças autoimunes.

No quadro medico atual, esta visão é irónica.
Muda todo o paradigma existente.
Tantas especialidades médicas, tantos nomes para grupos de sintomas, e afinal a causa é Uma, chama-se inflamação.
E qual é a causa de toda esta inflamação?

Este tema continuará em futuros postes.

Não-Fazer…Não-agir

imagem copiada net
“Não era Nada, mas Nada não é uma ausência, é uma Presença”
Barbara Kingsolver

O Não-fazer está a atravessar tempos difíceis, principalmente na Medicina.
Quando Hipócrates, o pai da medicina ocidental, afirmou que o primeiro objetivo de um médico era não causar qualquer mal ao ser humano, estava implícito que não-fazer nada era, por vezes a atitude mais sábia a tomar.
Nós, médicos, temos abandonado bastante a orientação de Hipócrates em prol de uma abordagem minimalista da cura.

Consideramos a Natureza dada ao fracasso, um grande acidente prestes a acontecer. A doença e a patologia estão sempre à espreita em cada esquina.
Como disse uma vez um estudante de terceiro ano de Medicina ”uma pessoa saudável é alguém em quem ainda não trabalhamos bem” ou como disse outro pessimista maçador, “a Vida é uma doença sexualmente transmitida com cem por cento de mortalidade”.

Acreditando que podemos, invariavelmente melhorar a Natureza, nós, médicos, temos sido uns metediços incorrigiveis.
Todos os dias invadimos as vidas dos pacientes sem qualquer justificação clara, muitas vezes causando um mal terrível.
Não fazer nada continua a ser uma das coisas mais difíceis para um médico fazer, às vezes penso que um certificado em não-fazer devia ser um requisito legal para a prática de Medicina.

Há muito que se discute se os médicos devem interferir na saúde das pessoas. O médico Andrew Weil, diretor do programa de Medicina Integrada da Universidade do Arizona observa, no seu livro Spontaneous Healing, que “os médicos acreditam que a Saúde requer uma intervenção exterior, de uma forma ou de outra, ao passo que os defensores da Higiene Natural acreditam que a saúde resulta de viver em harmonia com as leis Naturais.
Na Grécia antiga, os médicos trabalhavam sob o patrono Asclépio, o deus da medicina, mas os curandeiros serviam a sua filha, a radiosa Higeia, deusa da Saúde.”

Fonte: Palavras de Larry Dossey – fundador da medicina corpo-mente